Pedagogias do Sensível
Previsão de lançamento: outubro de 2026
As transformações recentes na arte-educação revelam uma tensão persistente entre modelos pedagógicos baseados em racionalidades instrumentais e abordagens que reivindicam o sensível, o território e a experiência como campos legítimos de conhecimento. Embora práticas contemporâneas já apontem para deslocamentos importantes, a formação em artes visuais ainda carece de modelos teóricos capazes de integrar de forma sistemática, ontologia, epistemologia, territorialidade e decolonialidade em um mesmo quadro pedagógico. Este livro sustenta que as Pedagogias do Sensível são epistemologicamente incompatíveis com modelos de educação em artes visuais baseados em competências, métricas padronizadas e resultados mensuráveis, ao redefinirem a aprendizagem como um processo situado, corporal e cosmopolítico de produção de mundo. Ancorado na fenomenologia, na pedagogia crítica e no pensamento decolonial, o estudo conceitua o sensível como campo epistemológico, a criação como modo de existir e o território como instância constitutiva do conhecimento. Apresenta um modelo visual estruturado em sete princípios interrelacionados — ontológico, epistemológico, pedagógico, territorial, decolonial, do comum e do cuidado — que articulam corpo, memória, ecologia e convivência como fundamentos pedagógicos. Ao reposicionar o professor como artista-pesquisador e o currículo como campo vivo e territorializado, o modelo oferece contribuições teóricas e diretrizes aplicáveis à formação docente, à organização curricular e às práticas comunitárias. As Pedagogias do Sensível propõem, assim, uma abordagem pluriversal, situada e regenerativa da educação em artes visuais.