Colonialidade x Ancestralidade

Previsão de lançamento: novembro de 2026

o colonialismo não é uma herança imóvel, é uma inteligência mutante. Aprende, se adapta, se esconde, se refina. Já não precisa da violência direta para impor hierarquias: basta o protocolo, o cálculo, a norma, a programação. O poder aprendeu a não manchar mais as mãos. É exatamente nesse mundo onde tudo tende a virar função, dado e desempenho que a ancestralidade deixa de ser passado e passa a ser tensão viva. Não como origem pura, não como raiz estática, mas como contracorrente. A ancestralidade não empurra para trás, ela puxa para dentro. Ela não responde com conquista, responde com vínculo. Não responde com propriedade, responde com pertencimento. Não responde com aceleração, responde com continuidade.

Ela não corrige o colonialismo. Ela o desorganiza por dentro.

A ancestralidade não apaga cicatrizes. Ela ensina a caminhar com elas abertas, sem transformá-las em espetáculo nem em esquecimento. Ela não oferece redenção histórica, mas cria zonas de respiração ética dentro da política da asfixia.

Onde a colonialidade fragmenta, ela religa.

Onde a colonialidade hierarquiza, ela enraíza.

Onde a colonialidade captura, ela devolve ao ciclo

Categoria:

Descrição

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Título: Colonialidade x Ancestralidade – um conflito civilizatório entre dois regimes de vida
Autor: Fabio Gimovski
Editora: Urukum
ISBN:
Formato: 16 cm x 23 cm
Número de páginas:
Edição: 1a
Ano de lançamento: