O que você sabe sobre suas raízes?Talvez tenha fotos antigas guardadas, histórias contadas por avós, lembranças que chegaram pela voz, não pelos livros. Talvez nem isso. Talvez o silêncio também seja parte da sua herança. Em um mundo que celebra o novo, o rápido, o inovador, falar de ancestralidade pode parecer andar na contramão. Mas será que há futuro sem […]
Conectando Culturas através do Desenho
Em meio à mata e à sabedoria ancestral dos Shanenawa, o diário de campo tornou-se mais do que uma ferramenta de registro: ele se transformou em uma ponte entre mundos. A escolha por um diário descritivo, reflexivo e ilustrado não foi apenas um detalhe metodológico, mas uma estratégia poderosa para acessar a cosmovisão dos pajés, guardiões dos segredos da floresta. […]
Rau Xarahu: quando a floresta se transforma em livro
Nascido do encontro com pajés Shanenawa no Acre, Rau Xarahu registra plantas medicinais, palavras e saberes transmitidos entre gerações. Mais do que um catálogo, o livro revela outra maneira de compreender a relação entre seres humanos, floresta, memória e conhecimento. A manhã começava na aldeia Kene Mera, em Feijó, no Acre. O ponto de partida era a casa de rezos. […]
Instituto Urukum e seu símbolo
O símbolo do Instituto Urukum nasceu inspirado no urucum, planta ligada à terra, à ancestralidade, à pintura corporal, à cura e à expressão cultural de diversos povos tradicionais. No entanto, sua forma vai além dessa representação, ela foi pensada como um símbolo de conexão, continuidade e pertencimento. O desenho surgiu como uma inspiração totêmica. Ou seja, ele é símbolo e […]
Experiências com o Dume Pae
Em determinado momento nos sentamos aos pés de uma samaúma mais jovem para que o Dume Pae fosse passado. O Dume Pae, comumente chamado de rapé, é um pó feito a partir da moagem de tabaco e outras plantas medicinais, utilizado tradicionalmente por diversos povos indígenas da América do Sul em cerimônias e rituais. O rapé possui um significado simbólico […]
Caminhadas com os xamãs
Deixamos a casa de rezos para trás e iniciamos a primeira das cinco trilhas que faríamos nos dias seguintes. — Não imaginei que todos os pajés da aldeia participariam da caminhada, Anacã — comentei. — Tem o momento de ensinar e aprender. Tem que saber de alguma forma tudo isso pra poder seguir, pra entrar em contato com o mundo […]
