O que existe sob as raízes de uma cidade? As gameleiras da Praça Tiradentes, o culto a Ìrókò e as histórias que Curitiba começa a reconhecer como parte de seu patrimônio cultural. Quem atravessa a Praça Tiradentes, no centro de Curitiba, provavelmente já passou por elas. Talvez tenha procurado sua sombra em um dia quente, observado as raízes que se […]
Quem trouxe o fogo? Do Urubu-rei a Prometeu, Maui e Coiote
Muito antes de acendermos o fogo com um simples gesto, diferentes povos imaginaram histórias para explicar como ele chegou às mãos humanas. No Brasil, na Grécia, na Polinésia e entre povos indígenas da América do Norte, animais, deuses e seres extraordinários atravessam mundos, desafiam poderes e transformam para sempre a vida humana. Imagine um mundo sem fogo. Sem uma chama […]
Quando uma história encontra outra: vozes de mulheres quilombolas, memória e resistência
Um encontro com 17 mulheres de três comunidades quilombolas do Paraná colocou diferentes gerações em diálogo sobre ancestralidade, território, violência, fé e resistência. Anos depois, as narrativas compartilhadas naquele dia também deram origem a um artigo científico publicado internacionalmente. Há histórias que parecem pertencer a um determinado tempo e lugar. Até que são contadas novamente e encontram outras histórias. Foi […]
Quadrinhos, xilogravura, ancestralidade e memória brasileira
O que acontece quando quadrinhos, xilogravura, ancestralidade e memória brasileira se encontram? Urubu-Rei nasce desse cruzamento. Ambientada em um sertão atravessado pelo cangaço, pela violência e pela resistência, a narrativa acompanha Benedito, um homem marcado por sua origem, por suas perdas e por uma identidade construída entre diferentes ancestralidades. Em sua travessia, realidade e mito começam a se misturar: urubus, encantados, religiosidades afro-brasileiras e […]
E se a crise ambiental também for uma crise de ancestralidade?
Entre raízes, estradas, rios e florestas, o livro Antes da primeira raiz – Ancestralidades para um mundo em transformação propõe uma reflexão sobre aquilo que nos conecta à Terra, às gerações que vieram antes e àquelas que ainda estão por vir. Quando pensamos em ancestralidade, é comum que a primeira imagem seja a do passado. Nossos antepassados. Histórias familiares. Tradições. […]
Instituto Urukum – Cultura, Ancestralidade e Meio Ambiente (IUCAM)
Saiba mais sobre os objetivos do Instituto Urukum O Instituto Urukum tem por finalidade promover atividades de interesse público nas áreas de arte, educação, cultura, meio ambiente, sustentabilidade e pesquisa, por meio do desenvolvimento de projetos, estudos, ações educativas e iniciativas territoriais voltadas à valorização da ancestralidade, dos saberes tradicionais e da justiça social e ambiental. Para a consecução de […]
Conectando Culturas através do Desenho
Em meio à mata e à sabedoria ancestral dos Shanenawa, o diário de campo tornou-se mais do que uma ferramenta de registro: ele se transformou em uma ponte entre mundos. A escolha por um diário descritivo, reflexivo e ilustrado não foi apenas um detalhe metodológico, mas uma estratégia poderosa para acessar a cosmovisão dos pajés, guardiões dos segredos da floresta. […]
Rau Xarahu: quando a floresta se transforma em livro
Nascido do encontro com pajés Shanenawa no Acre, Rau Xarahu registra plantas medicinais, palavras e saberes transmitidos entre gerações. Mais do que um catálogo, o livro revela outra maneira de compreender a relação entre seres humanos, floresta, memória e conhecimento. A manhã começava na aldeia Kene Mera, em Feijó, no Acre. O ponto de partida era a casa de rezos. […]
Instituto Urukum e seu símbolo
O símbolo do Instituto Urukum nasceu inspirado no urucum, planta ligada à terra, à ancestralidade, à pintura corporal, à cura e à expressão cultural de diversos povos tradicionais. No entanto, sua forma vai além dessa representação, ela foi pensada como um símbolo de conexão, continuidade e pertencimento. O desenho surgiu como uma inspiração totêmica. Ou seja, ele é símbolo e […]
Experiências com o Dume Pae
Em determinado momento nos sentamos aos pés de uma samaúma mais jovem para que o Dume Pae fosse passado. O Dume Pae, comumente chamado de rapé, é um pó feito a partir da moagem de tabaco e outras plantas medicinais, utilizado tradicionalmente por diversos povos indígenas da América do Sul em cerimônias e rituais. O rapé possui um significado simbólico […]
